Naquele Dia

E, naquele dia, haverão ali dois grupos. Haverão alguns, quando a porta se fechar, que tentarão entrar e dirão: “Senhor, abre-nos a porta. Queremos entrar.” E alguém virá e perguntará: “O que vocês fizeram para poder entrar? Que direito têm vocês de entrar aqui na herança? Que reivindicação vocês têm sobre ela?” “Ah! Nós te conhecemos. Comíamos e bebíamos em tua presença, e tu ensinavas em nossas ruas. Sim, e além disso, nós profetizamos em teu nome. Em teu nome expelimos demônios e em teu nome fizemos muitos milagres. Ora, nós fizemos muitas maravilhas. Senhor, será que isso não é evidência suficiente? Abre-nos a porta.”

Qual é a resposta? “Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” O que foi que eles disseram? “Nós fizemos muitas maravilhas, nós as fizemos, nós estamos bem, nós somos certos, nós somos justos. Exatamente. Portanto, nós temos o direito de entrar. Abre-nos a porta.” Mas “nós” não vale nada lá, certo?

Ali haverá um outro grupo, naquele dia – uma grande multidão que ninguém pode numerar – de todas as nações, tribos, línguas e povos, e chegam para entrar. Se alguém lhes perguntar, “O que vocês fizeram para poder entrar aqui? Que direito vocês têm aqui?” A resposta seria:

“Ora, eu não fiz nada para merecer esta herança. Eu sou um pecador, e dependo somente da graça do Senhor. Oh! eu era tão desgraçado, tão completamente cativo e em tamanha prisão que ninguém podia me libertar a não ser o Senhor; eu era tão miserável que tudo que eu podia fazer era rogar constantemente ao Senhor para me confortar, tão pobre que tinha que constantemente estar pedindo ao Senhor; tão cego que ninguém, a não ser o Senhor, me podia fazer ver; tão nu que ninguém podia me vestir senão o próprio Deus. Assim, todo o direito que eu tenho é o que Jesus fez por mim. Porém, o Senhor me amou. Quando, em minha desgraça, eu clamei, ele me livrou. Quando, em minha miséria, eu almejava o conforto, Ele sempre me confortou. Quando, em minha pobreza, eu pedi, Ele me encheu de riquezas. Quando, em minha cegueira, eu Lhe roguei que me revelasse, pra eu poder conhecer o caminho, Ele me guiou durante todo o tempo e me fez ver. Quando eu estava tão nu, que ninguém podia me vestir, ora, Ele me deu estas vestes que eu tenho. Portanto, tudo que eu posso apresentar, tudo que eu tenho para apresentar, como razão pela qual eu possa entrar, qualquer direito que me faria entrar é apenas o que Ele fez por mim. Se isso não for suficiente para eu entrar, então vou ficar de fora, e isso também será justo. Se eu ficar de fora, não tenho reclamações a fazer. Mas, oh!, será que isso não me autoriza a entrar e possuir a herança?”

Mas o encarregado responde: “Bem, aqui há algumas pessoas bem minuciosas. Elas precisam estar completamente satisfeitas com todos que entram aqui. Temos dez examinadores. Quando eles analisam o caso de alguém, e aprovam, ora, então a pessoa pode entrar. Vocês desejam que eles sejam chamados para examinar seu caso?” E nós iremos dizer: “Sim, sim, porque eu quero entrar; estou disposto a me submeter a qualquer exame, porque, mesmo que eu fique de fora, não tenho reclamações a fazer. Eu estaria perdido de qualquer forma, se dependesse de mim.”

“Bem,” diz ele, “então vamos chamá-los.” Assim aqueles dez examinadores chegam e dizem: “Mas é claro! Estamos perfeitamente satisfeitos com ele. Claro que sim! O livramento que ele obteve de sua desgraça foi um concedido por nosso Senhor; o conforto que ele teve por todo o caminho, do qual ele tanto necessitava, é um que o Senhor lhe deu. A riqueza que ele tem, tudo o que ele tem, pobre como ele era, o Senhor lhe deu; e cego como ele era, tudo que ele vê é o Senhor que lhe deu, e ele vê somente o que é do Senhor. E nu como ele estava, as vestes que ele tem, o Senhor lhe deu. O Senhor foi quem a preparou, ela é totalmente de Deus, é somente de Cristo. É claro! Ele pode entrar!”

[Neste ponto a congregação começou a cantar:–
“Tudo Jesus pagou,
Eu lhe devo tudo;
O pecado havia deixado uma mancha vermelha;
Jesus lavou-a alva como a neve.”]

E então, irmãos, virá por sobre o muro uma voz da mais doce melodia, cheia da bondade e da compaixão do meu Salvador. A voz virá lá de dentro: “Entra bendito do Senhor.” [Congregação: “Amém.”] “Por que estás aí fora?” E os portões se abrirão totalmente, e nós teremos “uma entrada abundante no reino de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”

Oh! Ele é um Salvador completo. Ele é meu Salvador. Minha alma engrandece ao Senhor, irmãos, hoje à noite. Oh! eu digo com Davi, “vinde e engrandecei o Senhor comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome.” Ele fez um resgate completo. Não há nada contra nós, irmãos. O caminho está aberto. A via está livre. A justiça de Cristo satisfaz. Ela é luz, amor, alegria e excelência eterna.

Não é verdade, então, o que diz Isaías 60:1: “Dispõe-te, resplandece, porque é vinda a tua luz, e a glória do SENHOR nasceu sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o SENHOR, e a sua glória se vê sobre ti.” Irmãos, Deus pode fazê-lo. Ele quer fazê-lo. Vamos então deixar que o faça. [Congregação: “Amém.”] E vamos louvá-lo enquanto o está fazendo.

Então, será que não podemos louvar ao Senhor? Assim, todos que estão neste recinto, e quiserem louvá-lo, poderão fazê-lo já. Eu direi amém para cada palavra dita, pois minha alma também O engrandece, irmãos, minha alma também O louva, irmãos, pois Ele é meu Salvador; Ele completou sua obra; Ele fez Sua obra graciosa; Ele me salvou; Ele salva a todos; vamos agradecê-lo para sempre.

[Professor Prescott:] Os tempos do refrigério estão aqui, irmãos. O Espírito de Deus está aqui. Abram o coração, abram o coração, abram o coração em louvor e ações de graças.

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